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Apostolado da Nova Evangelização no Brasil

Apostolado da Nova Evangelização no Brasil

São Carlos, 08 de setembro de 2008
XI Domingo do Tempo Comum PDF Imprimir E-mail
Por ANE Internacional   

17 de junho de 2007
A misericórdia vence o pecado

A PALAVRA DE DEUS

2Sm 12, 7-10. 13: O Senhor perdoou o teu pecado. Não morrerás.
Sl 31, 1-2.5.7.11: Perdoastes, Senhor, minha falta
Gal 2, 16. 19-21: Não sou eu, é Cristo que vive em mim.
Lc 7, 36-8,3: Seus muitos pecados estão perdoados porque ela mostrou muito amor.

1.- Leitura do Evangelho

Naquele tempo, 36um fariseu convidou Jesus para uma refeição em sua casa. Jesus entrou na casa do fariseu e pôs-se à mesa.
37Certa mulher, conhecida na cidade como pecadora, soube que Jesus estava à mesa, na casa do fariseu. Ela trouxe um frasco de alabastro com perfume, 38e, ficando por detrás, chorava aos pés de Jesus; com as lágrimas começou a banhar-lhe os pés, enxugava-os com os cabelos, cobria-os de beijos e os ungia com perfume.
39Vendo isso, o fariseu que o havia convidado ficou pensando: “Se este homem fosse um profeta, saberia que tipo de mulher está tocando nele, pois é uma pecadora”.
40Jesus disse então ao fariseu: “Simão, tenho uma coisa para te dizer”. Simão respondeu: “Fala, Mestre!”
41“Certo credor tinha dois devedores; um lhe devia quinhentas moedas de prata, o outro, cinqüenta. 42Como não tivessem com que pagar, o homem perdoou os dois. Qual deles o amará mais?”
43Simão respondeu: “Acho que é aquele ao qual perdoou mais”. Jesus lhe disse: “Tu julgaste corretamen-te”.
44Então Jesus virou-se para a mulher e disse a Simão: “Estás vendo esta mulher? Quando entrei em tua casa, tu não me ofereceste água para lavar os pés; ela, porém, banhou meus pés com lágrimas e enxugou-os com os cabelos. 45Tu não me deste o beijo de saudação; ela, porém, desde que entrei, não parou de beijar meus pés. 46Tu não derramaste óleo na minha cabeça; ela, porém, ungiu meus pés com perfume.
47Por esta razão, eu te declaro: os muitos pecados que ela cometeu estão perdoados porque ela mostrou muito amor. Aquele a quem se perdoa pouco, mostra pouco amor”.
48E Jesus disse à mulher: “Teus pecados estão perdoados”.
49Então, os convidados começaram a pensar: “Quem é este que até perdoa pecados?”
50Mas Jesus disse à mulher: “Tua fé te salvou. Vai em paz!”
8,1Depois disso, Jesus andava por cidades e povoados, pregando e anunciando a Boa-nova do Reino de Deus. Os doze iam com ele; 2e também algumas mulheres que haviam sido curadas de maus espíritos e doenças: Maria, chamada Madalena, da qual tinham saído sete demônios; 3Joana, mulher e Cuza, alto funcionário de Herodes; Susana, e várias outras mulheres que ajudavam a Jesus e aos discípulos com os bens que possuíam.

 

2.- Referências para a melhor compreensão do Evangelho: 

O texto do Evangelho deste domingo nos apresenta dois episódios ligados entre si. O primeiro é um acontecimento cheio de emoção: Uma mulher, considerada pecadora na cidade, tem a coragem de entrar na casa de Simão, o fariseu, durante um almoço, para se aproximar de Jesus, lavar-Lhe os pés e cobri-lo de beijos e perfumes. O segundo é a descrição da comunidade de Jesus, à qual pertencem seus discípulos e discípulas. Vejamos:

Considerando a cultura da época em que isto aconteceu, devemos dizer em primeiro lugar que é muito natural não somente que o fariseu se faça tais questionamentos, mas que até todos os outros convidados se tenham surpreendido ao extremo; principalmente porque, como sabemos, as mulheres eram tratadas com bastante discriminação, e muito mais se sua reputação não era das melhores; em segundo lugar, porque seria bastante lógico que, tratando-se de um verdadeiro “profeta”, Jesus não consentisse em tais manifestações de afeto por parte de uma mulher tão pecadora.

No entanto, vejamos a autoridade, e ao mesmo tempo a sutileza com a qual Jesus resolve o conflito: nota-mos sua autoridade quando, chamando-o por seu nome, o Senhor interpela ao fariseu e lhe diz: "Simão, tenho uma coisa para te dizer..." Jesus fala a Simão, mas o simples fato de pedir sua atenção, chamando-o por seu nome, sem duvida terá gerado a expectativa de todos os outros presentes... Mais ainda, é como se nos dissesse, a cada um de nós: “Olha, (Francisco, Maria, Rodrigo, Adriana...) ouve bem, porque tenho algo para te ensinar...”

A sutileza está dada pelo exemplo que Jesus utiliza, de maneira que, seguindo-o com a pergunta, não é Ele, mas cada um de nós, quem quer que seja, que explica por si só a atitude de Jesus: O mais agradecido tem que ser aquele a quem mais se perdoa.

Esta passagem, como muitas outras do Evangelho, tem estreita relação com o que Jesus nos diz no Evangelho de Lucas (19,10): “O Filho do Homem veio buscar e salvar o que estava perdido”.

Imagine que você está na casa do fariseu, durante o almoço, e observa com muita atenção o comportamento, os gestos e as palavras das pessoas. Há um fariseu, uns convidados, uma pessoa extremadamente pecadora, e finalmente Jesus.

Procure colocar-se no lugar de cada um deles e pense o que você teria feito ou como teria se sentido em situação semelhante...

 

3.- Perguntas para orientar a reflexão: (Ler pausadamente e fazer um instante de silêncio após cada pergunta – item –, para permitir a reflexão dos irmãos)

a) Qual o ponto do texto que mais chamou sua atenção? Por quê?

b) Observe o comportamento da mulher: o que você faria se, sendo como você é (certamente não o mais pecador, mas pecador), descobre que Jesus está comendo na casa ao lado, e você tem a oportunidade de entrar e vê-Lo? Você se animaria a entrar? Você se jogaria aos Seus pés para beijá-los, lavá-los e perfumá-los?

c) Observe o comportamento do fariseu com Jesus e com a mulher: como você se sentiria se, estando sentado à sua mesa, com convidado tão “importante”, visse a pessoa mais pecadora que você conhece, que entra na sala e se aproximasse de Jesus desse modo? Você a deixaria entrar, ou chamaria alguém para que a tirasse dali? Não pensaria o mesmo que o fariseu? Não procuraria ao menos advertir Jesus sobre o histórico da mulher que está aos seus pés? E se em vez de Jesus fosse um sacerdote...?

d) Observe o comportamento de Jesus com a mulher: o que você faria se o convidam a pregar o Evangelho em um lugar, e se aproximasse de você a pessoa mais desagradável dali, e procurasse ter o máximo de sua atenção? E se ela somente se pusesse a acariciá-lo e se aproximar de você em silêncio?

e) A mulher não teria feito o que fez, se não tivesse a certeza (ou ao menos a esperança) de ser bem recebida por Jesus. Acontece com os marginalizados de hoje a mesma certeza com relação a nós cristãos?

f) E se você fosse um convidado? Ficaria muito incomodado com a situação? Você procuraria impedir que uma pessoa com esse “prontuário” se aproximasse demais de Jesus, ou de um convidado especial como Ele? Sentiria que o ensinamento dirigido ao fariseu era também para você?

g) Revisemos o último parágrafo do texto evangélico lido e reflitamos um momento a respeito da comunidade de Jesus, do amor e do perdão: quem acompanhava Jesus? O que faziam? O que faz nossa pequena comunidade, além de enriquecer-se e crescer à Luz do Evangelho? Participamos em algum dos Ministérios de Serviço de nosso Apostolado, ou nos conformamos em “aprender” o que aqui vemos? E quando colocaremos isso em prática? Quem são as mulheres que seguem Jesus? O que fazem? Uma vez mais, veremos que quem mais recebe de Jesus, mais obrigado deve sentir-se a dar tudo o que puder por Sua causa.

 

4.- Comentários dos irmãos:
Após um momento de silêncio concede-se a palavra aos participantes da Casinha de Oração para que expressem suas opiniões, reflexões e comentários sobre a passagem lida e a análise feita. Como sempre, se buscará a participação de todos, evitando que esta se concentre em uns poucos que falem em excesso.


5.- Concordâncias do Evangelho com o Catecismo da Igreja Católica

1846 O Evangelho é a revelação, em Jesus Cristo, da misericórdia de Deus para com os pecadores (Lc 15). O anjo anuncia a José: "Tu chamarás com o nome de Jesus, pois ele salvará seu povo de seus pecados" (Mt 1,21). O mesmo se dá com a Eucaristia, sacramento da redenção: "Isto é o meu sangue, o sangue da aliança, que é derramado por muitos, para remissão dos pecados" (Mt 26,28).

1848 Como afirma S. Paulo: "Onde avultou o pecado, a graça superabundou" (Rm 5,20). Mas, para realizar seu trabalho, deve a graça descobrir o pecado, a fim de converter nosso coração e nos conferir "a justiça para a vida eterna, por meio de Jesus Cristo, nosso Senhor" (Rm 5,21). Como o médico que examina a ferida antes de curá-la, assim Deus, por sua palavra e por seu Espírito, projeta uma luz viva sobre o pecado.
A conversão requer que se lance luz sobre o pecado; ela contém em si mesma o julgamento interior da consciência. Pode-se ver nisso a prova da ação do Espírito de verdade no mais íntimo do homem, e isso se torna ao mesmo tempo o início de um novo dom da graça e do amor: "Recebei o Espírito Santo". Assim, nesta ação de "lançar luz sobre o pecado" descobrimos um duplo dom: o dom da verdade da consciência e o dom da certeza da redenção. O Espírito de verdade é o Consolador.

1851 É justamente na paixão que a misericórdia de Cristo vai vencê-lo, que o pecado manifesta o grau mais alto de sua violência e de sua multiplicidade: incredulidade, ódio assassino, rejeição e zombarias da parte dos chefes e do povo, covardia de Pilatos e crueldade dos soldados, traição de Judas, tão dura para Jesus, negação de Pedro e abandono da parte dos discípulos. Mas, na própria hora das trevas e do príncipe deste mundo (cf. Jo 14,30), o sacrifício de Cristo se toma secretamente a fonte de onde brotará inesgotavelmente o perdão de nossos pecados.

1451 Entre os atos do penitente, a contrição vem em primeiro lugar. Consiste "numa dor da alma e detestação do pecado cometido, com a resolução de não mais pecar no futuro". (Concílio de Trento: DS 1676).

 

6.- Refletindo com a Grande Cruzada :

CA 13: Dei a Minha vida e o Meu sangue aos homens. O sangue para lavá-los e a vida para fazê-los ressuscitar.

Minha Paixão na alma, não se poderia exprimir sem diminuir Sua grandeza; mas falo dela para animar-te a meditá-la, para vos fazer penetrar em Meus segredos a fim de que permaneçais prisioneiros Meus e disso tireis proveito.

Quisera poupar a Minha criatura todo o sofrimento, se assim a ajudasse; e Me bastaria tê-lo suportado por seu amor. Mas não posso esconder a Minha Paixão, pelo contrário, devo fazê-la arder naqueles que querem Me agradar no caminho do amor aceito.

(…) Escuta o Meu grito que repercute, sedento de amor, em ti. Este grito parte do Meu peito exangue e renova-se mais ou menos segundo a resposta que encontra em muitas almas escolhidas por Mim com predileção.

Que procuras na tua inteligência? Que procuras tateando na escuridão que te envolve, enquanto querias que Eu desse uma forma às Minhas palavras? Não sabes que és uma das Minhas companhias do Horto? E como tal, ninguém te verá, nem sequer tu mesma.

Uma grande sabedoria, um Amor infinito Me move; e tu, flor da Minha Paixão, amor das Minhas dores, alimenta o que te inspiro, sem medo e sem nenhuma espécie de consideração a conseqüência alguma, porque o Meu exemplo deve servir-te de perfeito modelo de vida. Eu estava só com o Pai, e tão só que senti a maior perturbação.

 

CA 36: O caminho da Cruz é o mais seguro para obter os dons divinos na terra. Mas é preciso ir à sua procura voluntariamente, sem desfalecimentos, firme e valentemente.

Os meus apelos são constantes e a muitos, mas poucos reconhecem a Minha voz. A solidão interior, de onde Me comprazo em chamar as almas, é muitas vezes destruída pelo ruído ensurdecedor do mundo. Minha voz fica abafada por outras que gritam e atordoam com promessas materiais, temporais.

Os meus apelos são vários. Não há um único coração que não tenha ouvido a Minha voz, mas que pouca atenção lhe prestam! Se a criatura soubesse amar, reconheceria a Minha voz quando lhe falo, porque Eu sou Amor. Por amor Eu esqueço tudo, perdôo-lhe tudo, dou-lhe tudo. Quando verdadeiramente se abandona ao Meu amor sem esperar recompensa alguma por isso, nem humana nem divina, precipito sobre ela as migalhas do festim celeste com uma tal abundância, que ela não tem mais remédio senão reconhecer que não merece tantos dons…

 

7.- Comentários finais: 

Concede-se novamente a palavra para fazer breve referência aos textos lidos (do Catecismo ou das mensagens) ou a qualquer outro assunto de interesse para a Casinha ou o Apostolado.

 

8.- Virtude do mês:  

Durante este mês de junho, praticaremos a virtude da Obediência.  

O Catecismo da Igreja Católica nos fala sobre esta virtude principalmente nos parágrafos 143-144-511-532-892-2251).

Esta Semana veremos o parágrafo 532, que diz textualmente o seguinte:

“532: A submissão de Jesus a sua Mãe e a seu pai legal cumpre com perfeição o quarto mandamento. Ela é a imagem temporal de sua obediência filial a seu Pai celeste. A submissão diária de Jesus a José e a Maria anunciava e antecipava a submissão da Quinta-feira Santa: "Não a minha vontade..." (Lc 22,42). A obediência de Cristo no cotidiano da vida escondida inaugurava já  a obra de restabelecimento daquilo a desobediência de Adão havia destruído. (Cf. Rm 5, 19).”  

Como vimos nas semanas anteriores, a fé nos move ao exercício da livre obediência à Vontade Divina, mas além disso, Jesus, nosso perfeito modelo, que em sua vida não fez outra coisa a não ser cumprir absolutamente a Vontade de Seu Pai, mostra-nos que essa obediência deve ser ampliada fundamentalmente aos pais terrenos, tal como está indicado no quarto mandamento: “Honrarás teu pai e tua mãe”.

Facilmente imaginamos que na Casinha de Nazaré reinava a paz e a felicidade. Mas poderíamos nos deter a pensar que entre todos os membros da Sagrada Família existia um respeito harmonioso, pelo qual cada um sempre pensava em atender e servir com infinito amor aos outros. Era uma felicidade e uma paz fundadas no respeito e na aceitação, que indefectivelmente levam à obediência.

A Grande Cruzada do Amor nº1 diz: “Pensais que com dez anos de idade eu não teria podido realizar os prodígios que fiz aos trinta anos? No entanto, esperei e preparei-Me em silêncio, laboriosamente, até o dia desejado por Meu Pai para a Minha apresentação. Vede que eu falo de Mim como homem, pois vos foi necessário o Meu exemplo e não somente o da Minha imolação no Calvário, como também o da Minha infância, do Meu ocultamento na pequena casa de Nazaré. Preparei-Me durante trinta anos para apenas três anos de atividade.”

 

9.- Propósito para esta semana:  

EU ME ESFORÇAREI PARA VER, EM CADA UM DOS MEMBROS DE MINHA FAMÍLIA, UM COMPANHEIRO QUE DEUS COLOCOU AO MEU LADO PARA ACOMPANHAR MINHA VIDA.  

Procurarei agir com humildade, com amor, e esforçando-me por manter sempre a paz de meu lar, para procurar “recriar”, em minha casa, o ambiente que imagino que existia na Casinha de Nazaré.

 

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