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Apostolado da Nova Evangelização no Brasil

Apostolado da Nova Evangelização no Brasil

São Carlos, 08 de setembro de 2008
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Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo PDF Imprimir E-mail
Por ANE Internacional   

Devido à importância desta Solenidade, o Apostolado da Nova Evangelização prepara uma Catequese dedicada a ela na semana posterior. 

Multiplicar o pão para os famintos
10 de junho de 2007

A PALAVRA DE DEUS

Gn 14, 18-20: Melquisedeque ofereceu pão e vinho.
Sl 109, 1.2.3.4: Tu és sacerdote eternamente, segundo a ordem do rei Melquisedeque!
1 Cor 11, 23-26: todas as vezes que comeis desse pão e bebeis desse cálice lembrais a morte do Senhor.
Lc 9, 11-17: E todos comeram e ficaram fartos

1.- Leitura do Evangelho

Naquele tempo, 11Logo que a multidão o soube, o foi seguindo; Jesus recebeu-os e falava-lhes do Reino de Deus. Restabelecia também a saúde dos doentes. 12Ora, o dia começava a declinar e os Doze foram dizer-lhe: Despede as turbas, para que vão pelas aldeias e sítios da vizinhança e procurem alimento e hospedagem, porque aqui estamos num lugar deserto. 13Jesus replicou-lhes: Dai-lhes vós mesmos de comer.
Retrucaram eles: Não temos mais do que cinco pães e dois peixes, a menos que nós mesmos vamos e compremos mantimentos para todo este povo. 14(Pois eram quase cinco mil homens.) Jesus disse aos discípulos: Mandai-os sentar, divididos em grupos de cinqüenta. 15Assim o fizeram e todos se assentaram. 16Então Jesus tomou os cinco pães e os dois peixes, levantou os olhos ao céu, abençoou-os, partiu-os e deu-os a seus discípulos, para que os servissem ao povo. 17E todos comeram e ficaram fartos. Do que so-brou recolheram ainda doze cestos de pedaços.

 

2.- Referências para a melhor compreensão do Evangelho:

Os discípulos regressam da missão, a que haviam sido enviados (Lc 9,1-6). Jesus os convida a retirarem-se a um lugar solitário, próximo a Betsaida, ao norte do lago da Galiléia. O Evangelho de Marcos acrescenta que Ele os convida a descansar um pouco (Mc 6,31). Descrevendo a missão dos 72 discípulos, Lucas refere a revisão da ação missionária por parte de Jesus, ação que agora é desenvolvida pelos discípulos (Lc 10, 17-20).

Lucas 9,11: A multidão busca Jesus e Jesus acolhe a multidão  

A multidão sabe onde se encontra Jesus e o segue. Marcos é mais explícito. Diz que Jesus e seus discípulos vão de barco e a multidão os segue a pé, por outro caminho, até encontrá-lo em um lugar determinado. A multidão chega antes de Jesus (Mc 6,32-33). Chegados ao lugar do descanso, vendo aquela multidão, Jesus a acolhe, fala-lhes do Reino e cura os enfermos. Marcos acrescenta que Jesus se compadece deles, porque estavam como um rebanho sem pastor. Diante dessa situação, Ele age como “um bom pastor”, orientando a multidão com a sua palavra e alimentando-a com pães e peixes (Mc 6, 34 e ss).

Lucas 9,12: A preocupação dos discípulos e a fome da multidão

O dia termina e aproxima-se o anoitecer. Os discípulos estão preocupados e pedem a Jesus que despeça a multidão. Dizem-lhe que no deserto não é possível encontrar comida para tantos. Para eles, a única solução possível é que a gente vá às aldeias vizinhas comprar pão. Não conseguem imaginar outra opção.
Nas entrelinhas desta descrição aparece algo muito importante: Querendo estar com Jesus, até se esquecem que têm que comer.  Quer dizer que Jesus deve ter sabido atrair a gente de tal maneira que esta se esquece de tudo, inclusive do mais elementar, e avança seguindo-o pelo deserto.

Lucas 9,13: A proposta de Jesus e a resposta dos discípulos

Jesus diz: “Dai-lhes vós de comer”. Os discípulos se assustam, porque só têm cinco pães e dois peixes. Mas são eles que devem solucionar o problema e a única coisa que lhes vem à mente é que aquela gente vá comprar pão. Somente têm a solução tradicional, segundo a qual alguém deve procurar pão para a gente (ou, pior ainda, que cada um deve preocupar-se por si mesmo).
Alguém deve procurar o dinheiro, comprar pão e distribuí-lo à gente, mas naquele deserto esta solução é impossível, e eles não encontram outra possibilidade de resolver o problema. Ou seja: Se Jesus insiste em não mandar a gente para suas casas, não há solução para sua fome. Não passa por suas mentes que a solução poderia vir de Jesus e da mesma gente.

Lucas 9, 14-15: A iniciativa de Jesus para resolver o problema da fome.

Havia ali cinco mil pessoas. Muita gente! Jesus pede aos discípulos que a gente se sente em grupos de cinqüenta. E é aqui que Lucas começa a usar a Bíblia para iluminar os fatos da vida de Jesus. Recorda Moisés. Ele é, de fato o primeiro que deu de comer à gente com fome no deserto, depois da saída do Egito (Cf. Num cap. 1 ao 4). Lucas evoca também o profeta Eliseu. De fato, é Eliseu que no Antigo Testamento, faz desaparecer a fome da multidão com uns poucos pães e inclusive com sobra (2 Rs 4,42-44). O texto sugere pois, que Jesus é o novo Moisés, o novo profeta que deve vir ao mundo (Cf. Jo 6,14-15). Todas as comunidades conheciam o Antigo Testamento e a bom entendedor bastam poucas palavras. Assim vão descobrindo pouco a pouco o mistério que envolve a pessoa de Jesus.

Lucas 9, 16. Evocação e significado da Eucaristia

Depois que o povo se senta no chão, Jesus multiplica os pães e pede aos discípulos que o distribuam. Aqui é importante notar, como Lucas descreve o fato. Diz: “Tomou então os cinco pães e os dos peixes e, levantando os olhos ao céu, pronunciou sobre eles a bênção, partiu-os e os ia dando aos discípulos para que os fossem servindo à gente”. Este modo de falar às comunidades dos anos 80 (e de todos os tempos) faz pensar na Eucaristia. Porque estas mesmas palavras serão usadas (e o são ainda) na celebração da Ceia do Senhor (22,19). Lucas sugere que a Eucaristia deve levar à multiplicação dos pães, que quer dizer compartilhar. Deve ajudar os cristãos a preocuparem-se das necessidades concretas do próximo. A Eucaristia é pão de vida, que dá valor e leva o cristão enfrentar os problemas da gente de modo diverso, não de fora, mas de dentro da gente.

Lucas 9,17: O grande sinal: Todos comeram

Todos comeram, foram saciados e sobraram cestas cheias! Solução inesperada, realizada por Jesus e nascida de dentro da gente, partindo daquele pouco que eles mesmos tinham levado: cinco pães e dois peixes. E sobraram doze cestos, depois que cinco mil pessoas haviam comido cinco pães e dois peixes!

 

3.- Perguntas para orientar a reflexão: (Ler pausadamente e fazer um instante de silêncio após cada pergunta, para permitir a reflexão dos irmãos)

a) Qual é o ponto do texto que você gostou mais ou que mais te chamou a atenção?  Para você, o que o Senhor quer dizer com esta breve passagem?

b) Qual é a situação da gente, que se pode depreender da leitura do texto? Você acha que hoje em dia haveria gente disposta a seguir Jesus ao ponto de esquecer que tem que comer? Quem o faria? Você faria?

c) Qual é a reação ou o sentimento de Jesus diante da situação daquela gente? Que faria você no seu lugar em uma situação semelhante?

d) Você não crê que hoje há muitas pessoas que se encontram “como ovelhas sem pastor”? Que podemos – como comunidade – fazer por elas?

e) Você conhece iniciativas de pessoas que hoje dão de comer a quem tem fome?

f) Como ajudamos às pessoas? Damos os peixes ou ensinamos a pescar? As duas coisas são boas, mas lhes ajudamos a que aprendam a solucionar seus problemas a partir do que têm?

 

4.- Comentários dos irmãos:

Após um momento de silêncio concede-se a palavra aos participantes da Casinha de Oração para que ex-pressem suas opiniões, reflexões e comentários sobre a passagem lida e a análise feita.

É importante que a análise abranja os dois aspectos ressaltados no texto, ou seja, a orientação espiritual que Jesus dava a seus seguidores, e a solução do problema material diante do qual se encontraram.

Como sempre, se buscará a participação de todos, evitando que esta se concentre em uns poucos que falem em excesso.

 

5.- Concordâncias do Evangelho com o Catecismo da Igreja Católica

1383 O altar, em tomo do qual a Igreja está reunida na celebração da Eucaristia, representa os dois aspec-tos de um mesmo mistério: o altar do sacrifício e a mesa do Senhor, e isto tanto mais porque o altar cristão é o símbolo do próprio Cristo, presente no meio da assembléia de seus fiéis, ao mesmo tempo como vítima oferecida por nossa reconciliação e como alimento celeste que se dá a nós. “Com efeito, que é o altar de Cristo senão a imagem do Corpo de Cristo?” - diz Santo Ambrósio (Sacr. 5,7); e alhures: “O altar represen-ta o Corpo [de Cristo], e o Corpo de Cristo está sobre o altar” (Sacr. 4, 7). A liturgia exprime esta unidade do sacrifício e da comunhão em muitas orações. Assim, a Igreja de Roma ora em sua anáfora:

Nós vos suplicamos que ela seja levada à vossa presença, para que, ao participarmos deste altar, recebendo o Corpo e o Sangue de vosso Filho, sejamos repletos de todas as graças e bênçãos do céu. (Prex eucharistica I - Canon Romanus, 96: Missale Romanum, editio typica [Typis Polyglottis Vaticanis 1970] p. 453).

1405 Desta grande esperança, a dos céus novos e da terra nova nos quais habitará a justiça (Cf. 2 Pd 3, 13), não temos penhor mais seguro, sinal mais manifesto do que a Eucaristia. Com efeito, toda vez que é celebrado este mistério, “opera-se a obra da nossa redenção” (LG 3) e nós “partimos um mesmo pão, que é remédio de imortalidade, antídoto não para a morte, mas para a vida eterna em Jesus Cristo” (S. Inácio de Antioquia, Eph 20, 2). 

1324 A Eucaristia é “fonte e ápice de toda a vida cristã”. “Os demais sacramentos, assim como todos os ministérios eclesiásticos e tarefas apostólicas, se ligam à sagrada Eucaristia e a ela se ordenam (LG 11). Pois a santíssima Eucaristia contém todo o bem espiritual da Igreja, a saber, o próprio Cristo, nossa Páscoa” (PO 5). 

1327 Em sua palavra, a Eucaristia é o resumo e a suma de nossa fé: “Nossa maneira de pensar concorda com a Eucaristia, e a Eucaristia, por sua vez, confirma nossa maneira de pensar”. (S. Irineu, haer. 4, 18, 5).

 

6.- Refletindo com a Grande Cruzada:

CM 23: Antes vos falei da disciplina. Não vos deiteis à noite sem ter tido durante o dia um tempo de oração e de leitura de Minha Palavra. Tendes um horário para trabalhar, para comer, para tantas cosas. É necessário também ter disciplina em vossa vida de oração, para ler las Sagradas Escrituras, para refletir sobre todas as Mensagens que vos vou dando. Assim Meu amor se irá estabelecendo em vossos corações dia a dia e sereis transformados por este amor poderoso. Do mesmo modo também perdoareis e amareis mais a vossos irmãos. Pedir amor a quem não tem amor para dar é impossível: o homem só pode amar na medida em que primeiro se sinta amado por Deus.

Lede Sl 61,6.  Aqui está a solução para todos. Se quereis ser felizes, se quereis viver a paz, ser alegres, se quereis ter vida, não uma vida qualquer, mas vida em plenitude, vida de filhos de Deus Pai, buscai, experimentai a cada dia, cada hora Meu amor, porque assim tereis tudo aquilo que desejais em vossa vida e podereis também difundi-lo entre vossos irmãos tão carentes de amor, todo o amor que Eu estarei derramando em vossos corações.

Hoje vos peço, deixai que Eu vos ame, através da leitura das Sagradas Escrituras, da Eucaristia, da oração pessoal e silenciosa.

 

CM 29: Oh alma que Me ouves, tu és Meu Samaritano... Cura-Me as chagas, cura-Me estas horríveis chagas que vês em Meus amadíssimos irmãos. 

A ti nada prometo porque nada desejas, mas verás que recompensa te dou! Roga, roga, sofre por eles. Todo suspiro teu Me dará alegria, toda lágrima Me dará felicidade, toda dor que sofras por eles será dignamente apresentada à Trindade Santa.

Doce Samaritano, cura Minhas chagas de hoje e de sempre... É verdade, Meu pequeno, muitas destas Mensagens são ditadas mais para ti; para Minhas almas consagradas mais que para os leigos. Mais para tua inteligência do que para a desta Minha pequena filha.

Quero que saibas uma vez mais, que tudo o que Minha Mãe Me traz, Eu abraço e cultivo com o maior amor...

Devolvei-Me a dignidade em Meus Altares, é o grito que nasce de Minha Divindade ferida, machucada... Tua missão, Meu Filho, é devolver o lugar que deve ter Minha Presença na Eucaristia.

 

7.- Comentários finais:

Concede-se novamente a palavra para fazer breve referência aos textos lidos (do Catecismo ou das mensagens) ou a qualquer outro assunto de interesse para a Casinha ou o Apostolado.

 

8.- Virtude do mês:

Durante este mês de junho, praticaremos a virtude da Obediência.

Esta Semana veremos o Parágrafo 144 do Catecismo da Igreja Católica , que nos diz:

144 Obedecer (“ob-audire”) na fé significa submeter-se livremente à palavra ouvida, visto que sua verdade é garantida por Deus, a própria Verdade. Desta obediência, Abraão é o modelo que a Sagrada Escritura nos propõe, e a Virgem Maria, sua mais perfeita realização.

A obediência deve começar na aceitação de que a Palavra de Deus (A Santa Bíblia), é a verdade, e isto principalmente porque Deus é a verdade em si mesmo, daí que tudo o que ela contém, ao ser aceito livremente pela criatura, é digno e merecedor de dócil acatamento.

É necessário considerar, que Deus é um Deus muito respeitoso da liberdade de suas criaturas, e é por isso que sempre pede nossa aceitação livre, mostrando-nos assim que o verdadeiro AMOR, somente pode manifestar-se em aceitação e liberdade. Entretanto, esta liberdade deve ser sempre bem aquilatada, medida e comedida, porque quando é confundida com a libertinagem, sai dos desígnios salvíficos de Deus.

O Antigo Testamento mostra-nos como exemplo de obediência a Abraão, que sem ter ainda uma idéia clara de Deus, não tem dúvida de oferecer seu filho como sacrifício. Isto nos diz que, tendo a confiança total colocada em Deus, não pode vir nada de sua parte que seja mau ou negativo, sendo Deus o próprio Amor, Ele evitará sempre que façamos algo que nos possa prejudicar.

Por sua parte, a Santíssima Virgem Maria, ao dizer o seu “Sim”, ainda contra tudo o que significava para ela socialmente, enfrentou a rejeição de todos, a angústia, a incompreensão e até os costumes tão duros de sua época, e ao aceitar voluntariamente o pedido que lhe transmitiu o Anjo, possibilitou a salvação do mundo inteiro.

A Grande Cruzada do Amor nº59 diz: “A liberdade não deve ser independência e libertinagem… A evolução não consiste em mudar a fé para que a Igreja seja melhor. A Igreja traz em si, desde que foi fundada por Cristo e iluminada pelo Espírito Santo, todos os gérmens divinos para o seu gradual desenvolvimento nos tempos, para a sua evolução divina nas almas que a formam, continuando nelas tudo o que, sendo eterno, pode conduzi-las ao seu Deus.”

 

9.- Propósito para esta semana:

EM CADA DECISÃO QUE TOMAR ESTA SEMANA, TEREI CONSCIÊNCIA DA LIBERDADE QUE DEUS ME DÁ, PARA DISCERNIR E OBEDECER À SUA DIVINA VONTADE.

Tomamos muitas decisões, de diversa importância, a cada dia. A partir desta semana, tratarei analisar, nas decisões mais transcendentes as diferentes opções que posso escolher livremente. Reconhecendo esta liberdade que o Senhor me dá, procurarei agradar-lhe ao máximo, optando sempre por aquilo que, embora me custe um pouco mais, seja de maior benefício para as almas e para a construção do Reino de Deus entre os homens.

Apostolado da Nova Evangelização 2007

 

 

 
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