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Apostolado da Nova Evangelização no Brasil

Apostolado da Nova Evangelização no Brasil

São Carlos, 08 de setembro de 2008
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Solenidade da Santíssima Trindade PDF Imprimir E-mail
Por ANE Internacional   

3 de junho de 2007
“Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”

A PALAVRA DE DEUS

Pr 8,22-31 Antes do começo da terra a Sabedoria foi formada.
Sl 8, 4-5.6-7.8-9 Ó Senhor, nosso Deus, como é glorioso vosso nome em toda a terra!.
Rm 5,1-5: Caminhamos para Deus, por meio de Cristo, no amor derramado em nossos corações pelo Espírito.

1.- Leitura do Evangelho
Jo 16, 12-15:
 

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 12Muitas coisas ainda tenho a dizer-vos, mas não as podeis suportar agora. 13Quando vier o Paráclito, o Espírito da Verdade, ensinar-vos-á toda a verdade, porque não falará por si mesmo, mas dirá o que ouvir, e anunciar-vos-á as coisas que virão. 14Ele me glorificará, porque receberá do que é meu, e vo-lo anunciará. 15Tudo o que o Pai possui é meu. Por isso, disse: Há de receber do que é meu, e vo-lo anunciará.

 

2.- Referências para a melhor compreensão do Evangelho: 

No capítulo anterior de seu Evangelho (Jo 15,15), João relata que Jesus havia comunicado a seus discípu-los o que tinha ouvido do Pai. Essa mensagem não seria e não podia ser compreendida por seus discípulos em toda sua força. O motivo é que os discípulos ignoram por enquanto o significado da morte de Jesus na cruz e a substituição da antiga forma em que podíamos ser salvos.

Com sua morte abre-se uma nova e definitiva intervenção salvífica na vida da humanidade. Os discípulos compreenderão as palavras e os gestos de Jesus depois de sua ressurreição (Jo 2,22) ou depois de sua morte (Jo 12,16).

No ensinamento de Jesus há tantas realidades e tantas mensagens que poderão ser compreendidas à medida que a experiência coloque a comunidade diante de novos acontecimentos ou circunstâncias; é na vida diária, compreendida à luz da ressurreição que se poderá compreender o significado de sua morte-exaltação.

Será o Espírito Santo, o profeta de Jesus. Ele comunicará aos discípulos o que tiver ouvido d’Ele. Na missão que a comunidade de Jesus realizará, o Espírito Santo comunica a verdade, no sentido de explicar e ajudar a aplicar o que é Jesus e o que significa como manifestação do amor do Pai. 

Com suas mensagens proféticas a comunidade dos discípulos não transmite uma nova doutrina, mas propõe continuamente a realidade da pessoa de Jesus, conteúdo de seu testemunho e orientação de sua missão no mundo. 

A voz do Espírito Santo, que a comunidade perceberá, é a voz do próprio Jesus. Seguindo as pegadas dos profetas veterotestamentários (do Antigo Testamento), que interpretavam a história à luz da aliança, o Espírito Santo mostra-se determinante para fazer conhecer Jesus, oferecendo à comunidade dos crentes a chave para compreender a história como uma confrontação contínua entre o que o “mundo” representa e o projeto de Deus.

É determinante o papel do Espírito Santo como intérprete do mistério da vida de Jesus na vida dos discípulos: Ele será seu guia para continuar a missão redentora de Jesus em favor dos homens. Para obter êxito em sua atividade a favor do homem, os discípulos de Cristo devem, por um lado, escutar as problemáticas da vida e da história, e por outro estar atentos à voz do Espírito Santo, única fonte confiável para dar o justo e verdadeiro sentido aos acontecimentos históricos no mundo.

 

3.- Perguntas para orientar a reflexão: (Ler pausadamente e fazer um instante de silêncio após cada pergunta, para permitir a reflexão dos irmãos

a) Um grande perigo ameaça, hoje, as comunidades cristãs. Estamos caindo na tentação de dividir Jesus, seguindo somente a um “Jesus - homem”, que com seu agir mudou a história? Seguimos, ao contrário, somente um Jesus - Glorioso, separado de sua existência terrena, e portanto também da nossa?

b) Somos conscientes de que Jesus não é só um exemplo do passado, mas que é, sobretudo, o salvador presente de cada um de nós? Compreendemos que Jesus não é só objeto de contemplação e gozo, mas o Messias a quem devemos seguir e em cuja obra é necessário colaborar?

c) Com a encarnação, nosso Criador deixou de ser esse Deus distante e incompreensível, para converter-se no Pai, que se faz visível em Jesus. Você se empenha em “vê-lo” e reconhecê-lo na humanidade de Jesus? Como você imagina Deus Pai?

d) Você está atento ao Espírito Santo, que lhe comunica toda a verdade sobre Jesus? Você procura encontrar, compreender e seguir suas inspirações em sua vida diária? Você o invoca em suas orações diárias, para convidá-lo a tomar parte ativa e fundamental em seus pensamentos e em suas decisões?

 

4.- Comentários dos irmãos:

Após um momento de silêncio será concedida a palavra aos participantes da Casinha de Oração para que expressem suas opiniões, reflexões e comentários em relação à passagem lida e à análise realizada. Como sempre, se buscará a participação de todos, evitando que esta se concentre nos “poucos de sempre”.

 

5.- Concordâncias do Evangelho com o Catecismo da Igreja Católica 

232 “Os cristãos são batizados “em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo” (Mt 28,19). Antes disso, eles respondem “Creio” à tríplice pergunta que os manda confessar sua fé no Pai, no Filho e no Espírito: “Fides omnium christianorum in Trinitate consistit - A fé de todos os cristãos consiste na Trindade “, S. CesárIo de Arles, symb.).

267 Inseparáveis naquilo que são, da mesma forma o são naquilo que fazem. Mas na única operação divina cada uma delas manifesta o que lhe é próprio na Trindade, sobretudo nas missões divinas da Encarnação do Filho e do dom do Espírito Santo. 

1077 “Bendito seja o Deus e Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, que nos abençoou com toda sorte de bênçãos espirituais, nos céus, em Cristo. Nele escolheu-nos antes da fundação do mundo para sermos santos e irrepreensíveis diante dele no amor. Ele nos predestinou para sermos seus filhos adotivos por Jesus Cristo, conforme o beneplácito de sua vontade, para louvor e glória de sua graça, com a qual ele nos agraciou no Bem-amado” (Ef 1,3-6) 

1112 A missão do Espírito Santo na liturgia da Igreja é preparar a assembléia para encontrar-se com Cristo; recordar e manifestar Cristo à fé da assembléia; tornar presente e atualizar a obra salvífica de Cristo por seu poder transformador e fazer frutificar o dom da comunhão na Igreja.

 

6.- Refletindo com a Grande Cruzada: 

CA 141: Quando sentes dor pelos teus pecados, recolho essa dor como uma abelha recolhe o pólen e depois, com amor, transformo-a em mel nas vossas próprias almas.

Não sejais insensíveis. Que não seja a rotina que vos leve à Minha mesa para beberdes o Meu Sangue e vos inebriardes com ele, mas o vosso fervor e caridade se incendeiem no contato com o Meu amor.

Como Satanás sabe que vai ficar cego, possuído por uma enorme sede de vingança, atormenta as almas, fazendo-se mais sutil e hábil em sua luta. Mas se viveis conforme as Minhas graças, impedireis a sua influência em um raio de ação maior.

Permanecei em oração, filhos Meus, embora vejais que vossos trabalhos se multiplicam, porque isso é obra do inimigo maligno que deseja vos perturbar. Quando sentirdes tristeza, cantai, quando estiverdes desolados, rezai, e sentireis Nosso consolo… Não fiqueis angustiados, ao contrário, alegrai-vos e glorificai o Pai, porque muito em breve enviará o Seu Filho amado para reinar entre vós.

Cobri os olhos, fechai os ouvidos e paralisai vossa língua às coisas do mundo. Abri os vossos corações à Luz do Espírito Santo, abri vossos ouvidos à Santa Palavra do Mestre, abri vossos lábios para louvar e bendizer a Santíssima Trindade.

Amados Meus, rezai e fazei penitência pela conversão das vossas famílias e dos vossos irmãos de comunidade. Filhinhos, acompanhai-Me na Minha dor nas Primeiras Sextas-feiras, fazendo Vigílias de Consolo e Reparação. 

 

CM 133: (São Bernardino de Sena): Observai no céu as estrelas, a lua e o próprio sol: são seres que têm luz participada ou própria; mas o sol que ilumina os planetas parece o mais perfeito porque tem tanta luz e calor, que dá sem perder nada, até que se apague de todo.

Ora, além de vossos olhos podeis olhar e argumentar quem é Deus, o Trino e Uno, em cuja Essência estão todas as criaturas. Assim é Deus no Céu e assim somos nós, Suas criaturas beatificadas por Ele.

Ah, nós não pensamos em quem somos, porque temos outros motivos para nos alegrar... mais do que os que nos dizem respeito. Nossos olhares estão fixos no Sol divino, dAquele de que estamos tão cativos que nos há transformado por virtude do Amor. Vendo a Deus luz, Deus bondade, Deus poder e santidade, a criatura se esquece de si mesma e se lança toda naquele amoroso fogo que a extasia.

E quem pode ver o Amor, sem estar nem sequer um instante por submergir-se nEle? As grandezas são sempre relativas e a grandeza que rodeia nossa memória, é como uma sombra comparada com a grandeza na qual estamos imersos. Deus! Se o vísseis agora que sois caminhantes, a morte física seria certa, porque vê-lo e lançar-se nEle é um só instante.

Mas, em Sua unidade, Deus é também Trino e se a Essência é única, as pessoas são verdadeira e eternamente três. O Pai, o Verbo e o Amor não podem ser chamados três divindades, porque se fossem tais, teriam três glórias separadas, enquanto que têm uma só; teriam três amores, enquanto um só é o Amor. Teriam também três luzes enquanto um só é a Luz: o Verbo que se fez Homem por amor.

Por isso, no Pai como no Filho e no Amor, vive um só Espírito, pois de outro modo não poderiam ser iguais, mas somente distintos, enquanto são distintos e perfeitamente iguais porque as três divinas Pessoas são um só espírito.

 

7.- Comentários finais: 

Concede-se novamente a palavra para fazer breve referência aos textos lidos (do Catecismo ou das mensagens) ou a qualquer outro assunto de interesse para a Casinha ou o Apostolado.

 

8.- Virtude do mês:  

Durante este mês de junho, praticaremos a virtude da Obediência.  

O Catecismo da Igreja Católica fala-nos sobre esta virtude, principalmente nos Cânones 143 – 144 – 511 – 532 – 892 – 2251.

Esta semana veremos o cânon 143, que diz textualmente:

143: Pela fé, o homem submete completamente sua inteligência e sua vontade a Deus. Com todo o seu ser, o homem dá seu assentimento a Deus revelador. A Sagrada Escritura denomina “obediência da fé” esta resposta do homem ao Deus que revela. (Cf. Rm 1, 5; 16, 26).

O passo inicial para qualquer prática religiosa é o reconhecimento da real e verdadeira existência de Deus. Ao aceitá-la, não podemos menos que entregar-lhe a aceitação total e o acatamento de Sua vontade em nossa vida, pondo nossa inteligência, nossa capacidade e nossas forças à disposição da Vontade Divina.

Ao reconhecê-lo como Pai nosso, é nosso dever de filhos obedecê-lo, amá-lo e servi-lo em cada instante do viver diário. Devemos, pois, estar sempre atentos a todas as demonstrações, inspirações, insinuações e situações em que poderemos intuir o desejo de Deus, para que nossas decisões sejam sempre conformes ao que Ele quer de nós.

A Grande Cruzada do Amor nº182 nos diz: “Os prêmios para tua docilidade, obediência e humildade, serão inumeráveis, porém, o principal: Meu Amor, que acenderá o teu como uma brasa.”

 

9.- Propósito para esta semana:  

TRATAREI DE ENCONTRAR E OBEDECER À VONTADE DE DEUS EM MINHA FAMÍLIA.

Que cada um de nós esteja muito atento ao modo particular em que cumprirá obedientemente à vontade de Deus no contexto de sua família.

 

Apostolado da Nova Evangelização 2007 

 

 
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