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27 de maio de 2007 Domingo de Pentecostes: A promessa do Consolador. O Espírito Santo, mestre e memória viva da Palavra de Jesus A PALAVRA DE DEUSAt 2,1-11: Através do dom do Espírito de Jesus, refaz-se a unidade perdida em Babel. Sl 103: Enviai o vosso Espírito, Senhor, e da terra toda a face renovai. 1Cor 12,3b-7.12-13: A cada um é dada a manifestação do Espírito em vista do bem comum. Jo 14, 15-16. 23b-26: Recebei o Espírito Santo.
1.- Leitura do Evangelho Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 15Se me amais, guardareis os meus mandamentos. 16E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Paráclito, para que fique eternamente convosco. 23Se alguém me ama, guardará a minha palavra e meu Pai o amará, e nós viremos a ele e nele faremos nossa morada. 24Aquele que não me ama não guarda as minhas palavras. A palavra que tendes ouvido não é minha, mas sim do Pai que me enviou. 25Disse-vos estas coisas enquanto estou convosco. 26Mas o Paráclito, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, ensinar-vos-á todas as coisas e vos recordará tudo o que vos tenho dito. 2.- Referências para a melhor compreensão do Evangelho: Estes versículos falam em particular de três motivos de consolação muito fortes para nós: a promessa da vinda do Consolador; a vinda do Pai e do Filho à alma do discípulo que crê; a presença de um mestre, que é o Espírito Santo, graças ao qual o ensinamento do Jesus jamais passará. 15-16: Jesus revela que a observância de seus mandamentos não tem por base restringir, mas é um fruto doce, que nasce do amor do discípulo por Ele. A esta obediência amorosa está unida a oração onipotente de Jesus por nós. O Senhor promete a vinda de outro Consolador, enviado do Pai, que permanecerá sem-pre conosco para afastar definitivamente nossa solidão. 23-24: Jesus repete que o amor e a observância de seus mandamentos são duas realidades vitais essen-cialmente unidas entre si, que têm o poder de introduzir o discípulo na vida mística, isto é, na experiência da comunhão imediata e pessoal com Jesus e com o Pai. 25: Jesus afirma uma coisa muito importante: há uma diferença substancial entre as coisas que Ele disse enquanto estava junto aos discípulos e as coisas que dirá depois, quando, graças ao Espírito, Ele estará dentro deles. Antes, a compreensão era apenas limitada, porque a relação com Ele era externa: a Palavra vinha de fora e chegava aos ouvidos, mas não eram pronunciadas dentro. Depois, a compreensão será plena. 26: Jesus anuncia o Espírito Santo como mestre, que não mais ensinará de fora, mas vindo de dentro de nós. Ele vivificará as Palavras de Jesus, que haviam sido esquecidas e as recordará, fará com que os discípulos possam compreendê-las plenamente. 3.- Perguntas para orientar a reflexão: (Ler pausadamente e fazer um instante de silêncio após cada pergunta, para permitir a reflexão dos irmãos) - “Se me amais”. Minha relação com o Senhor, é uma relação de amor ou não? Há espaço em meu coração para Ele? Olho dentro de mim e me pergunto: Onde está o amor de minha vida, existe?” E se me dou conta de que dentro de mim não existe o amor, ou há pouco, procuro me perguntar: “O que é que me bloqueia, o que deixa meu coração fechado, prisioneiro, com tanta tristeza e solidão?” - “Observareis meus mandamentos”. Deparo-me com o verbo observar, com toda a carga de seus muitos significados: olhar bem, proteger, prestar atenção, conservar vivo, reservar e preservar, não lançar fora, manter com cuidado, com amor. Vivo iluminado por estas atitudes minha relação de discípulo, de cristão, com a Palavra e os mandamentos que Jesus nos deixou para nossa felicidade? - “Ele vos dará outro Consolador”. Quantas vezes me coloquei à busca de alguém que me consolasse, que se preocupasse comigo, que me mostrasse afeto ou prestasse atenção? Eu me convenci de que a verdadeira consolação vem do Senhor? Ou me fio mais das consolações que encontro, que mendigo aqui e ali, que recolho como migalhas, sem poder matar verdadeiramente a fome?
- “Nele faremos nossa morada”. O Senhor está à porte, chama e espera; Ele não força, não constrange. Ele diz: “Se quiseres…”. Propõe que me converta em Sua casa, no lugar de Seu repouso, de Sua intimidade; Jesus está pronto, é feliz de poder me encontrar, de Se unir a mim em uma amizade toda especial. Mas estou eu pronto? Estou esperando a visita, a vinda, a entrada de Jesus em minha existência mais íntima e pessoal? Existe lugar para Ele em minha casa?
- “E vos recordará tudo o que vos tenho dito”. O verbo “recordar” implica outra realidade muito importante, essencial, eu diria. Sou provocado, perscrutado pela Escritura. Onde aplico minha memória? O que me esforço em reter na mente, fazer viver em meu mundo interior? A Palavra do Senhor é um tesouro muito precioso; é uma semente de vida que foi semeada em meu coração; presto atenção a essa semente? Sei que me defenderá dos milhares de inimigos e perigos que me assaltam: os pássaros, o calor, as pedras, os espinhos, o maligno? Levo comigo, a cada manhã, uma Palavra do Senhor para recordar durante o dia e fazer dela minha luz secreta, minha força, meu alimento? 4.- Comentários dos irmãos: Após uns momentos de silêncio se concederá a palavra aos participantes da Casinha de Oração para que expressem suas opiniões, reflexões e comentários em relação à passagem lida e a análise feita. Como sempre, se incentivará a participação de todos, evitando que esta se concentre em uns poucos que falem demais. 5.- Concordâncias do Evangelho com o Catecismo da Igreja Católica 731 No dia de Pentecostes (no fim das sete semanas pascais), a Páscoa de Cristo se realiza na efusão do Espírito Santo, que é manifestado, dado e comunicado como Pessoa Divina: de sua plenitude, Cristo, Senhor (Cf. At 2, 33-36), derrama em profusão o Espírito. 732 Nesse dia é revelada plenamente a Santíssima Trindade. A partir desse dia, o Reino anunciado por Cristo está aberto aos que crêem nele; na humildade da carne e na fé, eles participam já da comunhão da Santíssima Trindade. Por sua vinda e ela não cessa, o Espírito Santo faz o mundo entrar nos "últimos tempos", o tempo da Igreja, o Reino já recebido em herança, mas ainda não consumado: “Vimos a verdadeira Luz, recebemos o Espírito celeste, encontramos a verdadeira fé: adoramos a Trindade indivisível, pois foi ela quem nos salvou.” (Liturgia bizantina, Tropário de Vésperas de Pentecostes; usado também nas liturgias eucarísticas depois da comunhão).
797 "Quod est spiritus noster, id est anima nostra, ad membra nostra, hoc est Spiritus Sanctus ad membra Christi, ad corpus Christi, quod est Ecclesia" ("O que é o nosso espírito, isto é, a nossa alma em relação a nossos membros, assim é o Espírito Santo em relação aos membros de Cristo, ao corpo de Cristo que é a Igreja", Santo Agostinho, serm. 268, 2: PL 38, 1232). "A este Espírito de Cristo, em princípio invisível, deve-se atribuir também a união de todas as partes do Corpo tanto entre si como com sua Cabeça, pois ele está todo na Cabeça, todo no Corpo e todo em cada um de seus membros." (Pio XII, "Mystici Corporis": DS 3808). O Espírito Santo faz da Igreja "o Templo do Deus Vivo" (2 Co 6, 16; Cf. 1 Co 3, 16-17; Ef 2, 21): "Com efeito, é à própria Igreja que foi confiado o Dom de Deus. É nela que foi depositada a comu-nhão com Cristo, isto é, o Espírito Santo, penhor da incorruptibilidade, confirmação de nossa fé e escada de nossa ascensão para Deus. Pois lá onde está a Igreja, ali também está o Espírito de Deus; e lá onde está o Espírito de Deus, ali está a Igreja e toda graça". (Santo Irineu, haer. 3, 24, 1).
6.- Refletindo com a Grande Cruzada: CM 119: Quando chega do Céu o orvalho celestial e se assenta sobre as almas que esperam o Esposo vivo que fecunda as almas, todos os bons corações chamam Meu Espírito, mas nem todos têm o entendimento que dá a fusão entre Mim e vós. Vós Me pedis os dons que a Igreja indicou a todos e está certo. Mas, quem pede, não os dons, mas o Doador?, quem se contenta com o que Eu lhe dou? Quase todos julgam santo pedir-Me dons e não têm como sublime pedir a Mim mesmo, Doador e Esposo... Não creiais que voais com os Serafins, enquanto estais a duras penas no berço das criancinhas. Tendes necessidade de Mim, Comigo tereis tudo o que Eu possuo. Isto é o que Eu vos digo, que vos aconselho, e é certo que a mesa servida é maior que o mísero prato de legumes, é certo que o fogo da cratera é muito maior que a chama do gás. Almas Minhas, o Espírito que invocais sou Eu, quero-vos ricos não somente de sete coisas, mas de infinitas coisas e são as que Eu mesmo vos ofereço. Um daqueles sete dons compreende todos os outros e isso vos ofereço de muito boa vontade: Meu amor. As outras são todas menores e na verdade são filhas de Meu Amor. Por isso vos advirto que esta Minha Vontade de Me dar todo a vós deve ser o objetivo de vossos desejos. Não penseis em fogos divinos, em gozos arrebatadores, porque Meu fogo arderá em vós quando não esperardes, e então, somente então, será vosso verdadeiro Pentecostes. CM 115: Neste dia em que vos preparais para celebrar o Pentecostes, está certo levar o pensamento àqueles amados Apóstolos que, sem suspeitar de nada, continuavam suas vidas de antes, como se Eu não tivesse passado entre eles sem mudar radicalmente seu futuro. Pensar que de repente passariam pelo dia fúlgido de Pentecostes é um erro. Então, olhai pensativos e meditai que Eu farei outro tanto convosco se aceitais verdadeiramente Minha promessa. Virá o Espírito ao ter tido a Luz. A obra do Pai foi enviar-Me a esta terra. Minha obra foi redimir; a obra do Espírito, sublimar. Esta última obra está em ação e cessará quando todos estiverem salvos; isto é, todos aqueles que quiserem ser salvos. Mas antes, subi Comigo ao Céu, antes meditai quanto vos amo, fazei uma oração diante de Meu Sacrário e depois o Espírito se derramará sobre vós. Espírito Santo, volta a este querido grupo, volta a esta querida cidade e une os corações de muitos redimidos porque tua obra Me agrada e é necessária para eles. Espírito que acendes os corações dos homens, difunde-Te Conosco, Pai e Verbo, porque Nos dás um grande gozo em toda operação tua que realizas em Nossas amadas criaturas... 7.- Comentários finais: Concede-se novamente a palavra para fazer breve referência aos textos lidos (do Catecismo ou das mensagens) ou a qualquer outro assunto de interesse para a Casinha ou o Apostolado. Obs.: em especial, levar o convite à 1ª Cruzada de Reparação do ANE Brasil (junho 2007)
Apostolado da Nova Evangelização 2007 |