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Das mensagens de Fátima: Apelo à Récita Diária do Terço (Irmã Lúcia).
 

Apostolado da Nova Evangelização no Brasil

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São Carlos, 11 de outubro de 2008

Casinhas de Oração

Os grupos de oração e evangelização do ANE são chamados Casinhas de Oração. Se você tem o Guia das Casinhas de Oração e toda semana faz a reunião seguindo nossas Catequeses, por favor, entre em contato e registre sua Casinha!
VI Domingo de Páscoa PDF Imprimir E-mail
Por ANE Internacional   
13 de maio de 2007

13 de maio de 2007
O Espírito Santo nos ajudará a compreender as palavras de Jesus

A PALAVRA DE DEUS

At 15, 1-2. 22-29: Pareceu bem ao Espírito Santo e a nós não vos impor outro peso além do indispensável
Sl 66,2-3.5.6 e 8: Que as nações vos glorifiquem, ó Senhor, que todas as nações vos glorifiquem!
Ap 21, 10-14.22-23: mostrou-me a Cidade Santa, Jerusalém, que descia do céu
Jo 14, 23-29: o Espírito Santo vos recordará tudo o que vos tenho dito

1.- Leitura do Evangelho

23Respondeu-lhe Jesus: Se alguém me ama, guardará a minha palavra e meu Pai o amará, e nós viremos a ele e nele faremos nossa morada. 24Aquele que não me ama não guarda as minhas palavras. A palavra que tendes ouvido não é minha, mas sim do Pai que me enviou. 25Disse-vos estas coisas enquanto estou convosco. 26Mas o Paráclito, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, ensinar-vos-á todas as coisas e vos recordará tudo o que vos tenho dito. 27Deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz. Não vo-la dou como o mundo a dá. Não se perturbe o vosso coração, nem se atemorize! 28Ouvistes que eu vos disse: Vou e volto a vós. Se me amardes, certamente haveis de alegrar-vos, que vou para junto do Pai, porque o Pai é maior do que eu. 29E disse-vos agora estas coisas, antes que aconteçam, para que creiais quando acontecerem.

 

2.- Referências para a melhor compreensão do Evangelho:

Vir a morar. O céu não tem lugar melhor que um coração humano apaixonado. Porque em um coração dilatado, os confins se ampliam e toda barreira de espaço e tempo se anulam. Viver no amor equivale a viver no céu, a viver n’Aquele que é o amor, e amor eterno.

Jesus lhe respondeu: “Se alguém me ama, guardará a minha palavra e meu Pai o amará, e nós viremos a ele e nele faremos nossa morada”. Na origem de toda experiência espiritual há sempre um movimento à frente. Partindo de um pequeno passo, tudo se move depois com harmonia. E o passo a dar é somente um: Se alguém Me ama. Pode-se amar verdadeiramente a Jesus? Como é que seu rosto não se reflete na gente? Amar: que significa realmente? Amar, em geral, significa para nós querer-se, estar juntos, tomar decisões para construir o futuro, doar-se… mas amar a Jesus não é a mesma coisa. Amá-lo significa fazer como Ele fez, não retrair-se diante da dor, da morte; amar como Ele significa colocar-se aos pés dos irmãos, para responder às suas necessidades vitais; amar como Ele pode nos levar longe...é assim que a palavra se muda em pão cotidiano, do qual alimentar-se e a vida se converte em céu pela presença do Pai.

“Aquele que não me ama não guarda as minhas palavras. A palavra que tendes ouvido não é minha, mas sim do Pai que me enviou”. Se não há amor, as conseqüências são desastrosas. As palavras de Jesus só podem ser cumpridas se houver amor no coração, de outro modo parecem propostas absurdas. Aquelas palavras não são de um homem, nascem do coração do Pai, que propõe a todos ser como Ele. Não se trata de fazer coisas na vida, por boas que sejam. É necessário ser homens, ser imagens semelhantes Àquele que não cessa jamais de doar-se a Si mesmo. 

“Disse-vos estas coisas enquanto estou convosco. Mas o Paráclito, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, ensinar-vos-á todas as coisas e vos recordará tudo o que vos tenho dito”. Recordar é obra do Espírito Santo: quando durante nossas jornadas o passado se desliza como algo irremediavelmente perdido e o futuro parece ameaçador para tirar-nos a alegria de hoje, somente o sopro divino pode fazer-nos. Lembrar do que foi dito, de cada palavra saída da boca de Deus para você, esquecida pelo passar do tempo. 

“Deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz. Não vo-la dou como o mundo a dá. Não se perturbe o vosso coração, nem se atemorize!”. A paz de Cristo para nós não é ausência de problemas, serenidade na vida, saúde... mas sim a plenitude de todo o bem, ausência de temor diante do que pode vir. O Senhor não nos assegura o bem-estar, mas a plenitude da filiação em uma adesão amorosa a seus projetos. Possuiremos a paz quando tivermos aprendido a confiar no que o Pai escolhe para nós. 

“Ouvistes que eu vos disse: Vou e volto a vós. Se me amardes, certamente haveis de alegrar-vos, que vou para junto do Pai, porque o Pai é maior do que eu”. Volta ao discurso do amor. Se me amardes, haveis de alegrar-vos. Mas que sentido tem esta expressão nos lábios do Mestre? Poderíamos completar a frase e dizer: Se me amasseis, vos alegraríeis que Eu vá para o Pai...mas como pensais somente em vós, estais tristes porque Eu vou. O amor dos discípulos é amor egoísta. Não amam a Jesus porque não pensam nEle, pensam em si. Portanto, o amor que Jesus nos pede é este. Um amor capaz de alegrar-se porque o outro está feliz. Um amor capaz de não pensar em si mesmo como o centro do universo, mas como um lugar em que o ouvir se faz abertura para dar e poder receber: não um intercâmbio, mas como “efeito” do dom entregue. 

“E disse-vos agora estas coisas, antes que aconteçam, para que creiais quando acontecerem”. Jesus instrui os seus porque sabe que ficarão confusos e serão lentos para compreender. Suas palavras não se disssipam, ficam presentes no mundo, como tesouros de compreensão para a fé. Um encontro com o Absoluto que está desde sempre e para sempre em favor do homem.

 

3.- Perguntas para orientar a reflexão: (Ler pausadamente e fazer um instante de silêncio após
cada pergunta, para permitir a reflexão dos irmãos)

- “E viremos a ele e nele faremos nossa morada”: Se olhamos nosso interior (nossa consciência), encontramos nela uma casa digna de Deus?

- “Aquele que não me ama não guarda as minhas palavras”: São palavras vazias, por nossa falta de amor, as palavras de Cristo para nós? Ou podemos dizer que as observamos como guia do nosso caminho?

- “O Espírito Santo vos recordará tudo o que vos tenho dito”: Jesus volta ao Pai, mas tudo o que disse e fez permanece entre nós. Quando seremos capazes de recordar o que a graça divina realizou em nós? Acolhemos a voz do Espírito Santo que nos sugere em nosso íntimo o significado de tudo o que aconteceu?

- “A Minha paz vos dou” : A paz de Cristo é a sua ressurreição: Quando a inquietude e a mania de fazer, que nos afasta da fonte do ser, abandonarão o domicílio da nossa existência? Deus da paz, quando viveremos unicamente de ti, paz da nossa espera?

- “E disse-vos agora estas coisas, antes que aconteçam, para que creiais quando acontecerem”: Antes que aconteçam… Agrada a Jesus explicar antecipadamente o que sucederá, para que os acontecimentos não nos surpreendam desprevenidos. Porém, somos nós capazes de ler os sinais dos nossos acontecimentos com as palavras que ouvimos dEle?

 

4.- Comentários dos irmãos:

Após uns momentos de silêncio se concederá a palavra aos participantes da Casinha de Oração para que expressem suas opiniões, reflexões e comentários em relação à passagem lida e a análise feita. Como sempre, se incentivará a participação de todos, evitando que esta se concentre
em uns poucos que falem demais.

 

5.- Concordâncias do Evangelho com o Catecismo da Igreja Católica

1099 O Espírito e a Igreja cooperam para manifestar o Cristo e sua obra de salvação na liturgia. Principalmente na Eucaristia, e analogicamente nos demais sacramentos, a liturgia é memorial do Mistério da Salvação. O Espírito Santo é a memória viva da Igreja. (Cf. Jo 14, 26).

2305 A paz terrestre é imagem e fruto da paz de Cristo, o Príncipe da paz" messiânica (Is 9,5). Pelo sangue de sua cruz, Ele "matou a inimizade na própria carne" (Ef 2, 16; cf. Col 1, 20-22), reconciliou os homens com Deus e fez de sua Igreja o sacramento da unidade do gênero humano de sua união com Deus (cf. LG, 1). "Ele é a nossa paz" (Ef 2,14). Declara "bem-aventurados os que promovem a paz" (Mt 5,9).

 

6.- Refletindo com a Grande Cruzada :

A seguir são copiados trechos de 2 ou 3 mensagens de alguma das 3 Cruzadas (não mais de 4 parágrafos de cada um).


CA 5:
Se eu tivesse uma criatura fiel na qual derramar a plenitude do Meu amor, faria dela uma brasa viva com a qual iria levar seu fogo à humanidade.

Ao dizer "uma criatura fiel", quero dizer muito enamorada de Mim e em quem a Minha Vontade faça sua morada. Quero suscitar almas assim e as suscitarei apesar do desencadear do reino da perdição; e os vossos olhos verão coisas jamais vistas e ficareis assombrados ao ver como manifestarei o Meu poder.

 

CA 85: Esta humanidade se afasta cada vez mais de Mim, acabando por desconhecer-Me e odiar-
Me. Esta humanidade Me persegue e ofende, esquecendo que dei a vida por ela. Como há poucas almas que queiram estar pregadas na Cruz Comigo! Que queiram partilhar da Minha Glória!

Para que Eu faça nelas a Minha morada, devem ajudar-Me a beber o cálice, tomando-o elas mesmas até ao fim, como Eu o fiz, aceitando a dor e o sofrimento como o melhor presente que podem receber de Mim na terra, sem esperar nem desejar recompensa alguma. De uma maneira ou de outra, Eu sempre consolo e alivio a alma que se entrega completamente em Minhas mãos.

No amor ao Meu Coração e ao de Minha Mãe Imaculada, encontrareis a força que vos fará invencíveis contra os ataques das Bestas.

 

7.- Comentários finais:

Concede-se novamente a palavra para fazer breve referência aos textos lidos (do Catecismo ou das mensagens) ou a qualquer outro assunto de interesse para a Casinha ou o Apostolado.

 

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