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Apostolado da Nova Evangelização no Brasil

Apostolado da Nova Evangelização no Brasil

São Carlos, 08 de setembro de 2008
V Domingo de Páscoa PDF Imprimir E-mail
Por ANE Brasil   

6 de maio de 2007
“Eu vos dou um novo mandamento: amai-vos uns aos outros!”

 

A PALAVRA DE DEUS

At 14, 21-27: Os apóstolos designaram presbíteros para cada comunidade.
Sl 144: Bendirei o vosso nome, ó meu Deus, meu Senhor e meu Rei para sempre.
Ap 21, 1-5: A morte não existirá mais, e não haverá mais luto, nem choro, nem dor.
Jo 13, 31-35: “Como eu vos amei, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros”

31Depois que Judas saiu do cenáculo, disse Jesus: “Agora foi glorificado o Filho do Homem, e Deus foi glorificado nele. 32Se Deus foi glorificado nele, também Deus o glorificará em si mesmo, e o glorificará logo. 33aFilhinhos, por pouco tempo estou ainda convosco. 34Eu vos dou um novo mandamento: amai- vos uns aos outros. Como eu vos amei, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros. 35Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros”.

 

NEXO ENTRE AS LEITURAS

A Igreja nasce da Páscoa. Neste domingo os textos litúrgicos se concentram em torno do tema da Igreja. Sobretudo, no Evangelho nos é apresentada a caridade como substância da Igreja: "Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos". Esta Igreja, amor e comunhão, realiza-se historicamente nas pequenas comunidades dos primeiros cristãos, por exemplo, nas comunidades fundadas por Paulo e Barnabé durante sua primeira viagem missionária (primeira leitura). Esta Igreja histórica é reflexo, e também impulso, em direção à Igreja eterna, morada definitiva e sem fim, de Deus entre os homens (segunda leitura).

MENSAGEM DOUTRINAL

A caridade, substância da Igreja. O Evangelho é muito claro: "Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros" (Jo 13,35). Ao dizer discípulos não se refere a cada um individualmente, mas enquanto comunidade dos que seguem Jesus e seus ensinamentos, isto é, enquanto Igreja. Jesus, nesta hora suprema em que nos deixa seu testamento antes de morrer, nos diz: "Conhecerão que sois meus discípulos, se viveis pobres ou se sois obedientes, se aprendestes bem todos os meus ensinamentos ou se sois capazes de pregar meu evangelho". Todas estas coisas são necessárias, mas não coincidem com a substância, com a quintessência da Igreja, que é somente a caridade. Por isso, a Igreja poderia ser definida como "a comunidade dos que se amam, como Cristo nos amou". Cristo nos amou até dar sua vida para que nós tenhamos vida. Cristo nos amou até nos fazer partícipes do próprio amor que existe entre o Pai e o Filho. Cristo nos amou até fazer-se escravo para lavar os pés dos seus, para que soubéssemos bem que o amor, a autoridade entre seus discípulos, é fundamentalmente o serviço. Se acima da caridade, ou ainda pior, à margem dela, são colocados outros valores na vida diária da Igreja, teremos que concluir que não estamos tocando o coração da Igreja.

Uma Igreja na história. Depois de Pentecostes, os discípulos começaram a fundar as primeiras comunidades cristãs em Jerusalém, a Igreja-Mãe, na Samaria, nas cidades da costa mediterrânea da Palestina, em Damasco, Antioquia... e com Paulo e Barnabé na zona meridional da província romana da Ásia (atual Turquia). A Igreja-Caridade começa a se encarnar em pequenas comunidades de homens e mulheres, judeus e gentios, de raças e costumes diversos, mas unidos pela fé e o amor a Jesus Cristo. Esta encarnação histórica da Igreja-Caridade comporta certos requisitos, alguns dos quais encontramos na segunda leitura: a necessidade da tribulação pelo próprio fato de viver entre outros que não são cristãos; a necessidade de ser confortados e animados na vivência da fé e da vida cristã; a designação de presbíteros para o bom andamento da comunidade; a oração e o jejum, como dois apoios importantes da caridade. Implica além disso a alegria de compartilhar com outras comunidades, neste caso, com a comunidade de Antioquia, as maravilhas operadas por Deus ao longo da viagem missionária de Paulo e Barnabé pelo Sul da província da Ásia. Estes aspectos, entre outros, falam de uma Igreja viva, presente e encarnada nas circunstâncias históricas. 

A Igreja em seu eterno destino. Desta Igreja esplêndida e luminosa, em plenitude de perfeição divina e humana, nos fala a segunda leitura, tomada do Apocalipse. O autor imagina a Igreja como uma cidade, a nova Jerusalém, a morada de Deus com os homens (21,3). Uma Igreja, por isso, visitada e habitada pela felicidade mais plena, uma Igreja sempre jovem e cheia de vida. Uma Igreja franca, sem fronteiras, com os braços abertos acolhendo a todos. Esta Igreja, tão bela e magnífica em seu destino, tem um reflexo, embora pálido, na Igreja histórica, nas igrejas fundadas pelos primeiros apóstolos, nas igrejas em que hoje se encarna o amor e a fé dos cristãos. 

SUGESTÕES PASTORAIS

O verdadeiro rosto da Igreja. O que faz brilhar diante dos homens o verdadeiro rosto da Igreja, um rosto belo e atraente? Indubitavelmente a caridade. A Igreja docente é necessária, insubstituível, e inseparável da Ecclesia amans,(Igreja amante, do amor) mas aos olhos dos homens, até dos próprios cristãos, não é o mais atraente. A Igreja que celebra os sacramentos é importantíssima, e um modo perfeito de expressar o amor da Igreja por seus filhos em diversas situações e circunstâncias da vida, mas tampouco é o rosto que mais seduz os cristãos, menos ainda aos que não o são (sabe-se a falta de afeição que existe e continua existindo pelos sacramentos). Tampouco o rosto mais genuíno da Igreja nos é oferecido por suas instituições, às vezes tão criticadas – com freqüência de modo injusto e desleal – por nossos contemporâneos. O verdadeiro rosto da Igreja no-lo dá a Igreja -Caridade, comunhão, a Igreja que realmente ama e se dedica a comunicar amor por todos e cada um de seus filhos. Todos conhecemos o canto que diz: "Onde há caridade e amor, aí está Deus", frase que se poderia citar de outra maneira: "Onde há caridade e amor, aí está a Igreja". Essa caridade que em Deus tem seu manancial e em Deus termina seu percurso de amor pelas vidas dos homens. Deus, alfa e ômega da caridade. Entre estes dois extremos do vocabulário grego, encontram-se todas as demais consoantes e vogais com as quais expressar de todo coração nosso amor ao próximo. Não desliguemos jamais a caridade da fé, do dogma, da liturgia, das instituições, mas que o rosto mais belo, genuíno e verdadeiro, que cada um de nós pode oferecer à Igreja, seja o rosto da caridade verdadeira e do amor sincero. Recordemos o que são Paulo diz no hino à caridade: "Se não tenho caridade, nada sou".

Minha paróquia é também a Igreja. O fenômeno da globalização pode nos ajudar a captar melhor a universalidade da Igreja e, por conseguinte, da caridade cristã. O bairrismo, isto é, esse encerrar-se na própria paróquia, na própria diocese, cortando de vista qualquer horizonte aberto para outras paróquias, outras dioceses e toda a Igreja nos diversos continentes, deve ser rejeitado por um coração autenticamente cristão. Certamente que hei de amar e exercitar a caridade sobre os membros de minha família, de meu bairro, de minha paróquia, etc. Mas, não é verdade que o mundo inteiro está começando a ser nossa paróquia e, portanto, o lugar para a expressão de nossa caridade? Um exemplo concreto da globalização do amor é dado por muitas famílias cristãs, e muitas paróquias, em toda a Itália, mas especialmente de Roma, durante a Jornada mundial da juventude, acolhendo a tantos jovens vindos de todas as partes do mundo. Que posso fazer para expressar, a partir de minha paróquia e em minha paróquia, o amor a toda a Igreja? 

LEITURAS RECOMENDADAS

CA 121
A vida que vos dou tem precisamente este objetivo: amar-Me. Para que serve então tudo o mais? Vale somente se serve para Me amar, já que se vossa vida se orienta para um fim diferente de Mim, engana-se e procura enganar. Pouco a pouco passareis a considerar estas palavras que digo por vosso amor, porque estou muito interessado em que não as deixeis passar e que as capteis todas, e as transformeis em obras de amor.

Vede, Meus amados: não disse obras de bem, embora tivesse sido a mesma coisa; disse obras de amor, para que tireis de vossa mente o conceito de utilidade, o cálculo do sobrenatural, em suma, para que se afaste o mais possível o amor da concupiscência, o qual, se é santo nas obras de bem, no entanto não é amor divino, mas amor pelo próprio bem.

Quereis méritos? Quereis recolher bons frutos de vossas obras?

Fazei-as sem pensar em vós, mas em Mim que vo-las proponho. Os méritos serão enormes, maiores que os dos perseguidos por amor de casta concupiscência. A recompensa? Muito grande, será maior que a procurada com a limitada visão do bem próprio, ou do de outra criatura.

Por isso, pensai e segui Meu amor Divino e tereis muito mais do que esperais.

 

PC 72
A alma sempre leva tempo, seu tempo, para conhecer-Me, para chegar a encontrar-se Comigo e fazer Minha Divina Vontade. Mas pelo menos acreditai, confiai.

Não despojo ninguém de sua identidade, ao contrário, reforço a identidade de cada um. Sou Deus que oferece e entrega Amor. Eu dou, e somente tiro para vos dar mais, abundantemente... Por que tanta ansiedade? Se realmente tivésseis fé, encontrar-Me-íeis dentro de vós, porque Eu vivo ali e Eu sou a Paz. A paz que é externa, inspira sua existência daquela que é interna. A paz pode viver externamente uma vez que existe internamente; enquanto isso, não podeis falar nem sequer da conversão, muito menos de crescimento. Porque Eu sou o interior.

O que quero dizer? Todo ato do homem que contém a paz, vem de Mim e está aprovado por Mim. Pelo contrário, toda ação que seja pomposa, intranqüila, custosa, imodesta... dificilmente contará com Minha aprovação porque Eu sou humildade, modéstia, pobreza, virtude.

Sinto dizer-vos que vós não vos amais interiormente, não quereis reconhecer que vosso interior é o templo caríssimo do Espírito Santo. Se tivésseis um coração ouvinte, que escuta, não estaríeis presos em mundo fechado.

Vós falais de louvores e vossas vidas não Me louvam porque viveis sem confiança, cheios de inquietudes e temores. Vós falais de amor e agis com egoísmo, sem fazer nada para superar divisões. Vós falais de Minha Glória e só vos preocupais com vossa vida terrena. Vós falais de horas de oração e não sabeis perdoar.

Pequenos, vós não podeis amar a vossos semelhantes quando não vos amais a vós próprios. Aqueles poucos que se amam a si mesmos e chegam aos outros com amor, encontram injustiças, ingratidões e ares de superioridade que Me ofendem, pois todos os Meus filhos são iguais a Meus Olhos, somente Eu posso dizer qual tem mais mérito diante de Meus Olhos.

Vós limitais a quantidade de graças que recebeis por vossas próprias ações. Colocais limites e restrições em vós mesmos... Logo vos dareis conta de que vossas ansiedades, preocupações e tensões atuais são irrelevantes e triviais comparado com o que está por vir e que foi criado pelas próprias mãos do homem.

Eu peço Amor, Misericórdia, respeito, dignidade, compaixão, honestidade, pureza de intenção, pobreza de espírito, caridade e sobretudo, humildade.

Quero lembrar-vos esta noite de Meu amor, convido-vos a aceitar esse amor outra vez, preenchendo vossos corações. O amor com o qual Eu vos amo é desinteressado, um amor que se sacrifica a si mesmo...

Não vai ser fácil para vós ter esperança e amar, a menos que aceiteis Meu amor e Minha esperança como vossas...

Eu convido cada um de Meus filhos a ser Meu Apóstolo agora, Eu vos envio a evangelizar com vossa própria vida. Preciso que toqueis vosso mundo, que faleis a ele sobre Meu amor, Minha paz e Meu perdão.

Abençôo-vos, filhos, começai a viver na fé, nutri-vos de Minha Palavra, enchei-vos de Minhas Mensagens que são para vós, para os homens de hoje... para os verdadeiros filhos de Meu Sacratíssimo Coração...

Apostolado da Nova Evangelização 2007
 
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